Planejamento da Operação Energética

O Planejamento da Operação Energética - PEN, elaborado com periodicidade anual e sujeito a revisões quando de fatos relevantes, apresenta avaliações das condições de atendimento ao mercado de energia elétrica do Sistema Interligado Nacional, num horizonte de 5 anos a frente, analisando cenários de oferta e demanda.

O PEN representa o instrumento de Planejamento da Operação Energética do Operador Nacional do Sistema Elétrico-ONS que, com base nos critérios de garantia do atendimento ao consumo de energia elétrica possam ser recomendadas ao Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico - CMSE e à Empresa de Pesquisa Energética - EPE, órgãos coordenados pelo Ministério de Minas e Energia - MME, decisões de antecipação e/ou implantação de geração/transmissão, visando aumentar a margem de segurança da operação energética do SIN.

 

PEN 2011


Em 15 de agosto de 2011, o Diretor Geral do ONS encaminhou ao Ministro de Minas e Energia, ao Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico – CMSE, ao Conselho de Administração do ONS, à Agência Nacional de Energia Elétrica - ANEEL, aos Agentes Associados e às Associações de Classe, bem como aos Secretários de Estado de Energia, o Relatório Executivo do Plano Anual da Operação Energética de 2011 – PEN 2011, elaborado pela Diretoria de Planejamento e Programação da Operação – DPP, através da Gerência Executiva de Planejamento da Operação - GPO/GPO2.

O PEN 2011 tem como objetivo apresentar as avaliações das condições de atendimento ao mercado previsto de energia elétrica do Sistema Interligado Nacional – SIN no horizonte 2011/2015.

A elaboração do PEN 2011 foi precedida de uma reunião plenária com os Agentes Associados, no dia 14/04/2011, para acolhimento de sugestões, e de uma reunião plenária para apresentação dos resultados, realizada no dia 05/07/2011, estando assim em conformidade com os Procedimentos de Rede Módulo 7, Sub-Módulo 7.2 - Planejamento da Operação Energética, aprovados pela Resolução Normativa ANEEL nº 372/09, de 05/08/2009.

O PEN 2011 está apresentado em dois volumes:

Volume I - Relatório Executivo, que aponta conclusões e recomendações mais relevantes e uma síntese dos principais resultados; e

Volume II - Relatório Complementar (*) que contém, além de resultados de avaliações complementares não apresentados no Volume I, conceitos básicos necessários à interpretação dos resultados, um resumo da metodologia adotada e um conjunto de Anexos detalhando as informações e os dados considerados nos estudos.

  • (*) Para solicitar o Volume II utilize o Fale Conosco clicando aqui.

Dada a sensibilidade dos resultados das análises às premissas utilizadas, destacamos as principais adotadas:

Mercado: As previsões de carga adotadas foram elaboradas em conjunto pelo MME/EPE e pelo ONS, consubstanciadas nas Notas Técnicas conjuntas, e representam a expectativa de crescimento do consumo em maio de 2011, na denominada “1ª Revisão Quadrimestral” do Ciclo de Planejamento de 2011.

Em termos de crescimento do PIB, projetou-se um valor entre 4 % e 5 % em 2011 e 5 % a.a. a partir de 2012, até 2015.

Com essas premissas macroeconômicas, a carga de energia do SIN deverá evoluir de cerca de 57 GWmed em 2010 para aproximadamente 72 GWmed em 2015 (já com a incorporação dos sistemas isolados de Manaus e Macapá), o que representa um crescimento médio de 5,0% a.a.

Oferta: A oferta utilizada no Cenário de Referência deste PEN 2011 é a adotada no PMO de maio de 2011, incluindo a interligação Tucuruí-Manaus-Macapá, a partir de de 2013. Essa oferta é composta por usinas vendedoras nos leilões de energia nova, realizados desde 2005, englobando 10 leilões de energia nova, 2 leilões de fontes alternativas, 3 leilões de reserva e os leilões das usinas do rio Madeira - Santo Antônio e Jirau e Belo Monte, que inicia sua entrega no ano de 2015. Considerando ainda diversas pequenas usinas, hidráulicas e térmicas, autorizadas pela ANEEL, as usinas do PROINFA e algumas usinas com concessão outorgadas antes do processo de leilões pelo menor preço, nos próximos 5 anos deverão ser acrescentados ao SIN, incluindo os parques hidrotérmicos dos sistemas isolados de Manaus e Macapá, cerca de 30 GW — dos quais aproximadamente 64% provenientes de fontes termoelétricas.

Destaca-se que, nesta oferta prevista para os próximos 5 anos, ainda deverão ser considerados os leilões previstos para 2011 - Leilão de Energia de Reserva específico para fontes Biomassa e Eólica e LEN A-3, com entrega da produtos em 2014 e outros leilões em 2012, que também aumentarão a disponibilidade de geração no SIN.

 

 

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