Planejamento da Operação Energética
O Plano da Operação Energética - PEN representa o instrumento de Planejamento da Operação Energética do Operador Nacional do Sistema Elétrico-ONS que, com base nos critérios de garantia do atendimento ao consumo de energia elétrica possam ser recomendadas ao Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico - CMSE e à Empresa de Pesquisa Energética - EPE, órgãos coordenados pelo Ministério de Minas e Energia - MME, eventuais decisões de antecipação e/ou implantação de nova geração/transmissão, visando aumentar a margem de segurança da operação energética do SIN.
O PEN, elaborado com periodicidade anual e sujeito a revisões quando de fatos relevantes, apresenta avaliações das condições de atendimento ao mercado de energia elétrica do Sistema Interligado Nacional para o horizonte de 5 anos a frente, analisando cenários de oferta e demanda.
PEN 2012
Entre 6 e 10 de setembro de 2012, o Diretor Geral do ONS encaminhou ao Ministro de Minas e Energia, ao Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico – CMSE, ao Conselho de Administração do ONS, à Agência Nacional de Energia Elétrica - ANEEL, aos Agentes Associados e às Associações de Classe, bem como aos Secretários de Estado de Energia, o Sumário Executivo e o Relatório Executivo do Plano da Operação Energética 2012/2016 – PEN 2012, elaborado pela Diretoria de Planejamento e Programação da Operação – DPP, através da Gerência Executiva de Planejamento da Operação - GPO/GPO2.
O PEN 2012 tem como objetivo apresentar as avaliações das condições de atendimento ao mercado previsto de energia elétrica do Sistema Interligado Nacional – SIN no horizonte 2012/2016.
A elaboração do PEN 2012 foi precedida de uma reunião plenária com os Agentes Associados, no dia 11/04/2012, para acolhimento de sugestões, e de uma reunião plenária para apresentação dos resultados, realizada no dia 17/07/2012, estando assim em conformidade com os Procedimentos de Rede Módulo 7, Sub-Módulo 7.2 - Planejamento da Operação Energética, aprovados pela Resolução Normativa ANEEL nº 372/09, de 05/08/2009.
Destaca-se que posteriormente foi atualizado o cronograma de obras, conforme utilizado no PMO de agosto/2012, e as projeções de carga, de forma a capturar os efeitos da crise econômica internacional - 2ª Revisão Quadrimestral, permitindo uma visão mais atualizada das condições de atendimento à carga.
O PEN 2012 está apresentado em três documentos:
Sumário executivo - Relatório que apresenta um resumo das premissas e das conclusões e recomendações;
Volume I - Relatório Executivo, que aponta conclusões e recomendações mais relevantes e uma análise dos principais resultados; e
Volume II - Relatório Complementar (*) que contém, além de resultados de avaliações complementares não apresentados no Volume I, conceitos básicos necessários à interpretação dos resultados, um resumo da metodologia adotada e um conjunto de Anexos detalhando as informações e os dados considerados nos estudos.
- (*) Para solicitar o Volume II utilize o Fale Conosco clicando aqui.
Dada a sensibilidade dos resultados das análises às premissas utilizadas, destacam-se as principais adotadas:
Mercado: As previsões de carga adotadas foram elaboradas em conjunto pelo MME/EPE e pelo ONS, consubstanciadas nas Notas Técnicas conjuntas, e representam a expectativa de crescimento do consumo em setembro de 2012, na denominada “2ª Revisão Quadrimestral” do Ciclo de Planejamento de 2012.
Em termos de crescimento do PIB, projetou-se uma expansão de 4,0% a.a., para o período 2012/2016.
Considerando-se esta premissa econômica, a carga de energia do SIN deverá evoluir de 58.177 MWmed verificado em 2011 para 71.967 MWmed em 2016, o que representa o equivalente a um aumento médio de 4,6% a.a. da carga a ser atendida no SIN.
Oferta: A oferta utilizada no Cenário de Referência deste PEN 2012 é a adotada no PMO de agosto de 2012, composta por usinas vendedoras nos leilões de energia nova, realizados desde 2005, englobando 12 leilões de energia nova, 2 leilões de fontes alternativas, 4 leilões de reserva e os leilões das usinas do rio Madeira - Santo Antônio e Jirau e Belo Monte, que inicia sua entrega no ano de 2015. Considerando ainda diversas pequenas usinas, hidráulicas e térmicas, autorizadas pela ANEEL, as usinas do PROINFA e algumas usinas com concessão outorgadas antes do processo de leilões pelo menor preço, nos próximos 5 anos deverão ser acrescentados ao SIN, incluindo os parques hidrotérmicos dos sistemas isolados de Manaus e Macapá, cerca de 34 GW, dos quais aproximadamente 33% provenientes de fontes termoelétricas.
Destaca-se que nesta expansão da oferta já contratada para os próximos 5 anos ainda deverão ser considerados os leilões de energia nova previstos para 2012 - LEN A-3, com entrega de produtos em 2015, e para 2013 – LEN A-3, com entrega de produtos em 2016, que também aumentarão a disponibilidade de geração no SIN no horizonte 2012/2016.
Balanço de Demanda: O balanço estático de demanda máxima indica que a capacidade líquida disponível prevista no horizonte do PEN 2012 é sempre superior à demanda projetada. Entretanto, a tendência é de que seja necessário o despacho de geração térmica acima das inflexibilidades declaradas pelos agentes de geração térmica, dependendo da severidade das perdas por deplecionamento dos reservatórios e/ou restrições internas na malha de transmissão; soma-se a esses eventos o progressivo aumento da participação da geração térmica na oferta e da expansão hidráulica calcada em usinas com baixa e/ou nenhuma regularização, o que reduz a disponibilidade hidráulica no horário de demanda máxima.
As avaliações considerando apenas as inflexibilidades declaradas (da ordem de 4,5 GW no período 2012-2013 e 5,5 GW no período 2014-2016) indicam a possibilidade de despacho térmico além desses montantes já no final de 2012, sendo que em 2015 essa geração adicional no SIN pode atingir valores próximos a 6 GW, totalizando cerca de 11 GW de geração térmica para atendimento à demanda máxima. O despacho por ordem de mérito, dependendo de sua magnitude, poderia cobrir a maior parte das necessidades de geração térmica adicional indicada na avaliação considerado apenas as inflexibilidades declaradas.
Cabe destacar que esse despacho térmico adicional poderá ser substituído, no todo ou em parte, por maior disponibilidade de geração hidroelétrica, associada a armazenamentos mais elevados nos reservatórios do SIN (menores perdas por deplecionamento). Esses armazenamentos mais elevados podem ser resultado de afluências mais favoráveis e/ou da aplicação de políticas de segurança operativa – (Procedimentos Operativos de Curto Prazo – POCP).
A geração hidroelétrica também poderá ser aumentada com a implantação de novas unidades geradoras em poços provisionados em algumas UHE existentes (em torno de 5 GW, segundo inventário da ABRAGE). Não obstante, estudos de custo/benefício e aperfeiçoamentos regulatórios, que estimulem a implantação de geração para a ponta, se fazem necessários para minimizar a participação de geração térmica no atendimento à demanda máxima do SIN.
PEN 2011
- Volume I - Relatório Executivo
- Volume II - Relatório Complementar (*)
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PEN 2010
- Volume I - Relatório Executivo
- Volume II - Relatório Complementar (*)
- (*) Para solicitar o Volume II utilize o Fale Conosco clicando aqui.
PEN 2009
- Volume I - Sumário Executivo
- Volume II - Relatório Executivo (*)
- Volume III - Resultados Complementares (*)
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PEN 2008
PEN 2007
- Relatório Executivo
[PDF - 2,22 MB]
PEN 2005
- Sumário Executivo do Relatório Completo
[PDF - 599 KB]
