Condições Meteorológicas
No mês de fevereiro os maiores totais de precipitação foram observados na região Norte do país e nos estados do Maranhão e do Mato Grosso – Figura 1.1. Neste mês três frentes frias atingiram a região Sul, sendo que somente dois destes sistemas frontais avançaram pelo litoral da região Sudeste. Destaca-se que a atuação de um sistema de bloqueio atmosférico na primeira semana do mês, seguido pela atuação de massas de ar quente e secas desfavoreceram a ocorrência de precipitação nas regiões Sul e Sudeste. Entretanto, nos últimos dez dias do mês, o avanço de dois sistemas frontais pela região Sul elevou os totais de precipitação acumulada nesta região.
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Figura 1.1: Precipitação observada (mm) no mês de fevereiro de 2012. Fonte: CPTEC/INPE. |
Esta distribuição espacial de precipitação resultou em anomalias negativas de precipitação na maior parte das bacias do SIN, exceto nas bacias do subsistema Sul, que apresentaram precipitação em torno da média histórica – Figura 1.2.
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Figura 1.2: Anomalia de precipitação observada no mês de fevereiro de 2012. Fonte: CPTEC/INPE. |
A atuação do sistema de bloqueio e das massas de ar quente e secas favoreceu a ocorrência de anomalias positivas de temperaturas máximas na maior parte do país, com destaque para as capitais da região Sul e dos estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul, onde foram observados maiores valores de anomalia – Figura 1.3. No que tange às temperaturas mínimas não foram observadas anomalias significativas, sendo observadas, de maneira geral, temperaturas em torno da média histórica – Figura 1.4.
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Figura 1.3: Anomalia de temperatura máxima observada no mês de fevereiro de 2012. Fonte: CPTEC/INPE. |
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Figura 1.4: Anomalia de temperatura mínima observada no mês de fevereiro de 2012. Fonte: CPTEC/INPE. |
Climatologia
No próximo trimestre – março, abril e maio – é observada, climatologicamente, uma redução do volume de chuvas nas regiões Sudeste e Centro-Oeste do país, caracterizando o fim do período chuvoso nestas regiões e início da transição para o período seco, durante o mês de abril - Figura 2.1. Na região Sul não são observadas variações significativas nos totais mensais acumulados de precipitação, enquanto a costa leste da região Nordeste apresenta um aumento climatológico da precipitação.
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Figura 2.1: Climatologia de precipitação (mm). Fonte: INMET – 1961/1990. |
Condições Climáticas
A temperatura da superfície do mar – TSM na região central do oceano Pacífico Equatorial permaneceu abaixo da média – Figura 3.1. No entanto, foi observado um aquecimento significativo da TSM deste oceano na região próxima a costa oeste da América do Sul, principalmente nas duas ultimas semanas do mês, evidenciando o enfraquecimento do fenômeno La Niña. Destaca-se que em todo o histórico de TSM dessa região - desde 1950, essa foi a maior variação de anomalia positiva de TSM já registrada.
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| Figura 3.1: Anomalia de TSM observada no mês de fevereiro de 2012. Fonte: NCEP/CPTEC. |
Um indicador de eventos do tipo El Niño e La Niña é o Índice de Oscilação Sul – IOS. Valores positivos deste índice estão associados à ocorrência de fenômenos do tipo La Niña, enquanto valores negativos referem-se a fenômenos do tipo El Niño. A intensidade dos fenômenos está associada ao valor absoluto do IOS. Na figura 3.2 apresenta-se uma comparação do início de 2012 com os biênios onde ocorreram eventos do tipo La Niña. Na tabela 3.1 são apresentados os valores do IOS em biênios de ocorrência deste fenômeno, a partir de 1970. Observa-se que o IOS apresenta sinal positivo desde abril de 2010 e que o maior valor absoluto já registrado deste índice ocorreu em dezembro de 2010, caracterizando o fenômeno La Niña do biênio 2010-2011 como o mais intenso do histórico. A partir de janeiro de 2012 tem se observado uma redução significativa do IOS, caracterizando a desintensificação deste último episódio do fenômeno La Niña.
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| Figura 3.2: Evolução dos valores de IOS calculados para eventos do tipo La Ninã desde1970. Fonte: NOAA. |
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Previsão Climáticas
O modelo acoplado oceano-atmosfera do Climate Predicion Center do National Oceanic and Atmospheric Administration (CPC/NOAA) indica que a temperatura das águas superficiais do oceano Pacífico Equatorial permanecerá em elevação nos próximos meses, com a possibilidade de início de um período de neutralidade a partir do mês de maio – Figura 4.1.
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A previsão climática de consenso para o trimestre março-abril-maio de 2012, elaborada pelo CPTEC/INPE em conjunto com o INMET, indica que nas bacias do subsistema Sul a precipitação variará entre a média e abaixo da média histórica. Nas demais bacias hidrográficas do SIN são previstos totais pluviométricos em torno da média climatológica. As temperaturas deverão ficar em torno da média histórica em todo o país.
| BACIAS HIDROGRÁFICAS |
PREVISÃO |
| PARANAÍBA |
Precipitação: próxima da média histórica. |
| GRANDE |
Precipitação: próxima da média histórica. |
| TOCANTINS |
Precipitação: próxima da média histórica. |
| PARANÁ |
Precipitação: próxima da média histórica. |
| IGUAÇU |
Precipitação: variando entre a média e abaixo da média histórica. |
| SÃO FRANCISCO |
Precipitação: próxima da média histórica. |
| URUGUAI e JACUÍ |
Precipitação: variando entre a média e abaixo da média histórica. |